Cada bloqueio no corpo é uma memória esperando ser liberada.
Quando um movimento fica restrito, não é apenas uma articulação que perde espaço. É o sistema nervoso que aprendeu a se proteger. Ao longo da vida, o corpo registra experiências de dor, medo e adaptação. Essas experiências não ficaram na cabeça, ficaram no tecido. Com o tempo, o corpo passa a repetir esse padrão como forma de sobrevivência, mesmo quando a ameaça já não existe mais.
Na prática, isso parece doloroso crônico, desconfortos que mudam de lugar ou limitações que surgem sem causa aparente. O praticante experiente percebe que não se trata de alongar mais ou forçar o movimento. Trata-se de oferecer ao corpo estímulos seguros, lentos e precisos para que o sistema nervoso possa baixar a guarda e permitir a reorganização.
Quando respeitamos o tempo biológico, o corpo começa a soltar o que estava sendo sustentado em silêncio. Não é liberação emocional dramática, é adaptação funcional. O movimento volta a acontecer com menos esforço porque o corpo entende que não precisa mais se defender. A prática de Yoga se torna um processo de escuta, não de correção ou imposição.






